terça-feira, 24 de abril de 2012

CADÊ A BIBLIOTECA DO HOMERO...?


(Recebi por e-mail a denúncia abaixo de uma professora da EE Homero Rubens de Sá. Em tempos que a juventude tem mantido distância dos livros se a SE resolve fechar as “quase” bibliotecas das escolas vai ajudar muitos nesse distanciamento. Agravante, faz sem nenhum diálogo com a comunidade escolar.) Segue o texto:

De repente sem conversar com os professores alunos e pais ,a diretora se desfez dos livros da biblioteca do Homero. Eram aproximadamente 10.000 mil livros e maior que a do Lago dos Patos. Tínhamos livros enciclopédias que até o ano passado eram muito usadas,livros que eram indicados para o vestibular inclusive,os professores sempre pediam para os alunos,tinha também livros que eram apoio dos professores em todas as disciplinas,religiosos, sociologia, psicologia,direito,historia de Guarulhos doado recentemente por escritores de Guarulhos,livros que caiam em concurso para o professor se efetivar.

Nossa diretora disse que foi a secretaria da educação que mandou, pois as escolas não podem mais ter biblioteca, só sala de leitura. Nossa biblioteca era bem grande, com espaço suficiente para uma sala inteira trabalhar, tenho fotos dela sendo usada,mais de cem fotos. Tenho também o livro de ouro de abertura da biblioteca que foi no dia 11 de junho de 1985, peguei junto dos livros que estavam sendo descartados. Só que a diretora não disse para aonde foram os livros, reciclagem, doação, governo?

Disse também que a secretaria da educação decidiu isso pois as escolas não tem bibliotecários,na minha temos 4 professores readaptados que poderiam fazer isso, inclusive quando me mandaram para a biblioteca eu fiz um curso na Biblioteca Monteiro Lobato, tenho comprovantes. Nossa escola tem espaço suficiente para continuar com a biblioteca , e criar também a sala de leitura.

Nesse fim de semana ela disse para mim que também não era para ter mais os laboratórios,temos 3, que serão utilizados para outra coisa. A minha função agora é ficar num deposito... ,onde fico contando, cadastrando o material que tem e é retirado, papel higiênico papel toalha, copos, cartolinas, colas, lápis, etc. Você imagina como estou me sentindo,tenho duas pós graduações além dos cursos que fiz quando fui coordenadora pedagógica, tenho curso de artes até na França, além de Artes Plásticas,sou química industrial e laboratorista, gostava demais de estar na biblioteca ajudando os alunos. Agora fui para um depósito. Os alunos me perguntaram por que a escola não tem mais biblioteca e espaço para trabalho,eu respondi que entrassem no Secretaria da educação e perguntassem para o “fale conosco”, só que ninguém conseguiu. E agora que posso fazer? Voce tem como saber se é verdade isso,e qual seria a forma correta dessa ação. Fiquei sabendo que outras escolas da Guarulhos Sul aconteceu o mesmo.
(Preservo o nome da remetente para evitar quaisquer contrangimentos e ou assédio moral.)

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Guarulhos a 8ª economia do Brasil...

Os governos da cidade de Guarulhos, inclusive o PT - agora com o Almeida - vangloriam que esta cidade é uma das três maiores do Estado de São Paulo e está entre as 10 maiores do Brasil - ATENÇÃO, do ponto de vista da produção da RIQUEZA!

Mas se voce sair às ruas e perguntar para a população qual a vantagem de morar na 8ª economia do país, ou seja, de morar numa cidade muito rica, a população dirá que desconhece tal vantagem e se ela existe não é para o povo trabalhador.

Hoje fiquei sabendo que a pediatria do HMU e do HGG fecharam a pediatria. Vejam só: a cidade que não consegue atender suas crianças na creche por falta de vagas; que não atende às crianças na pré escola; que atende com horário reduzido as crianças no ensino fundamental 1...que continua tendo crianças pedindo nos semáfaros... Agora fecha atendimento pediátrico.

As demandas dos dois hospitais foram transferidas para o Hospital da Criança, que já tinha um atendimento saturado. No momento em que estou escrevento este texto tem mães, desde o período da manhã, no hospital com seus filhos aguardando atendimento. O que significa dizer que haverá mães que passarão a noite em claro no aguardo que a 8ª economia da país possa dar atendimento aos seus filhos. Pra que (ou pra quem) serve tanta riqueza?

quinta-feira, 29 de março de 2012

LEI É LEI, CLASSE É CLASSE!

A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, ALESP, aprovou na última terça-feira, 27, aprovou projeto de lei 687/2011 que muda a legislação que regulamenta a regularização de terras públicas, não se espante e acredite, invadidas por fazendeiros na região do Pontal do Paranapanema. Tal região é conhecida pelos constantes conflitos entre fazendeiros e trabalhadores sem terra.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB), que muitos acham um bom moço, que a Igreja católica pensa que é beato enviou tal projeto pra a ALESP com o objetivo de vender as terras devolutas, ou seja, terras que nunca tiveram proprietários privados, para os fazendeiros que invadiram as terras do Estado. - Quem disse que o crime não compensa?

A expansão do agronegócio no estado chegou à região, invadindo as terras e ou expulsando os pequenos produtores. (Diga-se de passagem, viajando por este estado, onde não se vê canavial, se vê eucaliptal). Com a monocultura vem à mecanização e, por conseguinte, o desemprego, a fome e a miséria.

Tempos atrás, não muito tempo ao ponto de esquecermos, no outro extremo do estado, Vale do Paraíba, mais precisamente na cidade de São José dos Campos, onde havia uma ocupação de trabalhadores sem teto, que residiam, trabalhavam, estudavam, enfim, onde viviam aproximadamente mais de 8 mil pessoas, por mais de 8 anos, num terreno que ninguém explica como foi adquirido, que é massa falida da empresa Selecta, do megaespeculador Naji Nahras, foram todos retirados pela polícia, do Sr. Governador Geraldo Alckmin - aquele bom moço, quase beato - com todo o aparato bélico de que dispõe e jogados na rua.

Diante do tratamento dado aos fazendeiros do Pontal e aos trabalhadores sem teto do Pinheirinho lembro-me do grande poeta latino-americano P. Neruda, em sua obra “Confesso que vivi”, na passagem que diz: “É a aplicação classista das leis elaboradas pela classe dominante”.

quarta-feira, 21 de março de 2012

“TODOS DIZEM QUE A EDUCAÇÃO É PRIORIDADE, MAS...”

O jornal Valor Econômico (21/03/12) publicou editorial sob o título “Piso do magistério prejudica as finanças estaduais e municipais” no qual defende a alteração da “fórmula de correção do piso, prevista na Lei nº 11738/2008”. Toda a sua argumentação está assentada na Lei Complementar 101 de 2000, a Lei de Responsabilidade Fiscal. 

Vejam como funciona o raciocínio daqueles que dizem que a educação é prioridade, que é necessário investir na educação para garantir o futuro do país, mas na hora de tomar uma decisão efetiva nesse sentido vacilam. Pois, se temos que alterar uma lei, por que não alteramos aquela que impede de investirmos na valorização da carreira do magistério e na qualificação da rede pública de ensino? 

A LRF é usada o tempo todo pelos governos estaduais e municipais para não atender as reivindicações dos servidores nas suas respectivas esferas, portanto, é uma lei que serve como desculpa para quem não quer se comprometer efetivamente com a valorização e qualidade dos serviços públicos.

Outro debate que é colocado por quem quer mascarar sua real posição sobre o assunto é de onde virá os recursos para atender a chamada Lei do Piso. Digo isso por conta que já foram apresentadas diversas alternativas para financiamento da educação, vejamos algumas.
            
O país compromete hoje quase 30% do seu orçamento com o pagamento e manutenção da dívida pública, poderíamos – se a educação de fato for prioridade – pegar parte desses recursos e investir na valorização do magistério e na melhoria da escola pública. Está tramitando no Congresso nacional o PNE, sendo um dos pontos o investimento na educação; a emenda proposta pelos ativistas da causa educacional é de 10% do PIB para a educação (e nós acrescentamos, pública). Outra proposta é que os recursos advindos do pré-sal sejam investidos na educação pública. Portanto, se o debate for por uma educação pública de qualidade como PRIORIDADE, não há outra saída senão investir na valorização do magistério e na escola pública da creche à universidade.

Sabemos, todos, que dinheiro há e que ainda não foi feita a opção política pela educação. Dizem que educação é prioridade, mas na hora de tomar uma atitude concreta neste sentido, sempre aparece um problema aqui ou acolá, ora é a LRF ou o pré-sal que vai demorar anos “para ingressar nos cofres públicos em quantidade suficiente para bancar os gastos adicionais”.

quinta-feira, 15 de março de 2012

GREVE NACIONAL DO MAGISTÉRIO

A greve nacional em defesa da chamada lei do piso, que teve iníco ontem (14) e tem término previsto para amanhã (16), teve adesão diferenciada nos diversos estados. Aqui em São Paulo está ocorrendo uma baixa adesão. No entando,  nas visitas às escolas percebemos que o professorado está sensíveis a esse debate, porém demonstra dificuldades de mobilização.

Amanhã, no Palácio dos Bandeirantes, às 14 horas ocorrerá uma Assembleia Estadual da APEOESP para avaliar o movimento e deliberar sobre o calendário para as próximas atividades. A expectativa é de uma assembleia significativa pois há indicativo de uma maior paralisação para amanhã. Estaremos lá para conferir.